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terça-feira, 11 de junho de 2013
Semana da Arte Moderna
Foi a semana que trouxe mudança no Brasil, mostrando a insatisfação dos artistas internos com a arte brasileira. Anita Malfatti foi quem liderou isso, e foi a que mais sofreu repressão e essa atitude fez com que os outros artistas acordassem e a ajudassem nessa busca pelo o novo.
terça-feira, 21 de maio de 2013
SEMANA DE ARTE MODERNA (1922)
O poema “Os Sapos” escrito por Manoel Bandeira, ficou considerado como o momento mais sensacional da Semana de Arte Moderna. Quando Ronald de Carvalho leu o poema de Manoel, que não comparecera ao teatro por motivos de saúde, o público ali presente reagiu com vaias, gritos, patadas. O motivo de tanto alvoroço se deve a ironia corrosiva aos parnasianos, que ainda dominavam o gosto do público brasileiro.
Os Sapos
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
Manoel Bandeira
Postado por Natalia
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Programação da Semana da Arte Moderna
A semana de arte moderna de 22 ocorreu na cidade de São Paulo, do dias 11 aos 18 do mês de fevereiro daquele ano. O evento que não foi muito bem recebido pela sociedade da época ocorreu no Teatro Municipal da cidade e trazia ideologias de vanguardas européias que rompiam com o modo de fazer arte do século anterior (XIX) que ainda predominava no Brasil.
Teatro Municipal da Cidade de São Paulo à noite. (Wikipédia).
As apresentações ocorreram da semana nos dias 13, 15 e 17 foram o marco inicia do Modernismo no Brasil. Contaram com uma programação bem feita pelos artistas que participaram do movimento.
Programação do primeiro festival (dia 13).
Programação da semana:
13.fev.1922 - A Semana de Arte Moderna é inaugurada no Teatro Municipal de São Paulo com palestra do escritor Graça Aranha, ilustrada por comentários musicais e poemas de Guilherme de Almeida. O primeiro dia corre sem tropeços. Depois da longa e erudita fala de Aranha, um conjunto de câmara ocupa o palco para executar obras de Villa-Lobos. Após o intervalo, Ronald de Carvalho discursa sobre pintura e escultura modernas. A platéia começa a se manifestar. Diante dos zurros do público, Ronald de Carvalho devolve: "Cada um fala com a voz que Deus lhe deu."
O "gran finale" surge na forma de um recital de música comandado pelo maestro Ernani Braga.
15.fev.1922 - A noite que celebrizou a semana começa com um discurso de Menotti del Picchia sobre romancistas contemporâneos, acompanhado por leitura de poesias e números de dança. É aplaudido. Mas, quando foi anunciado Oswald de Andrade, começaram as vaias e insultos na platéia, que só param quando sobe ao palco a aclamada pianista Guiomar Novaes.Heitor Villa-Lobos se apresenta no palco do Municipal apoiado em um guarda-chuva e calçando chinelos.
17.fev.1922 - A última noite da programação é totalmente dedicada à música de Villa-Lobos. As vaias continuam até que a maioria pede silêncio para ouvir Villa-Lobos. Os instrumentistas tentam executar as peças incluídas no programa apesar do barulho feito pelos espectadores e levam o recital até o fim.
Programação retirada de: http://www.febf.uerj.br/pesquisa/semana_22.html
Enfim, o evento ocorrido contou com grandes artistas ( Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida,e Heitor Villa-Lobo) que mostraram inovações nas diferentes linguagens da arte. O grande nome da organização do evento foi Rubens Borba de Moraes.
Rubens Borba de Moraes.
Postado por: Guilherme
Postado por: Guilherme
domingo, 19 de maio de 2013
Artistas da Semana de Arte Moderna de 1922
A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, teve como principal propósito renovar e transformar o contexto artístico e cultural urbano. A semana, como toda inovação não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas que ainda eram influenciados pelas formas estéticas européias mais conservadoras.
Esse período foi considerado uma explosão de ideias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão e procuravam instaurar vanguardas brasileiras.
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo.
Participaram da Semana nomes consagrados como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado,Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos,Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros.
A imagem apresenta alguns dos artistas da Semana de Arte Moderna, como, Mario de Andrade, Anita Malfati e Zina Aita.
Postado por: Natalia
Anita Malfatti
Anita foi a precursora do movimento conhecido como semana da arte moderna, mostrando sua arte totalmente diferente do que era aceito naquela época, abrindo caminho para mais artistas expressarem seus respectivos trabalhos.
Porem antes de acontecer Anita foi criticada por Monteiro Lobato, como está no artigo abaixo por sua irreverência:
"A CRÍTICA DEMOLIDORA DE MONTEIRO LOBATO
Recém chegada da Europa e dos Estados Unidos, onde foi estudar pintura, Anita Malfatti, resolveu, com o apoio dos amigos, organizar a sua exposição de pintura moderna nos meses de dezembro de 1917 e janeiro de 1918. Ela e um grupo de vanguardistas de São Paulo acreditavam que havia chegado a hora da arte no Brasil abandonar os modelos tradicionais e buscar novos rumos,
No acanhado meio artístico paulistano, a exposição provocou comentários contra e a favor. No entanto um artigo da “Folha de São Paulo”, de autoria de Monteiro Lobato, que também era crítico de arte, ultrapassou dos limites da sua conhecida lucidez.
Leia, abaixo, fragmentos do artigo denominado “Paranóia ou Mistificação?”, de autoria de Monteiro Lobato, sobre a Exposição de Anita Malfatti:
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos, precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação.(...) Essas considerações são provocadas pela exposição da senhora. Malfatti onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia”.
A reação da elite paulistana, que confiava cegamente nas opiniões e gostos pessoais do autor de Urupês, é imediata: escândalo, quadros devolvidos, uma tentativa de agressão à pintora, a mostra é fechada antes do tempo.
O artigo demolidor e as suas conseqüências serviram para que os jovens "vanguardistas" brasileiros, até então dispersos, isolados em pequenos agrupamentos, se unissem em torno de um ideal comum: destruir as manifestações artísticas que remontavam ao século XIX, especificamente, no caso da literatura, o parnasianismo poético, medíocre e superado.
Neste sentido, a exposição de Anita Malfatti funciona como estopim de um movimento que explodiria na Semana de Arte Moderna de 1922."
Porem antes de acontecer Anita foi criticada por Monteiro Lobato, como está no artigo abaixo por sua irreverência:
"A CRÍTICA DEMOLIDORA DE MONTEIRO LOBATO
Recém chegada da Europa e dos Estados Unidos, onde foi estudar pintura, Anita Malfatti, resolveu, com o apoio dos amigos, organizar a sua exposição de pintura moderna nos meses de dezembro de 1917 e janeiro de 1918. Ela e um grupo de vanguardistas de São Paulo acreditavam que havia chegado a hora da arte no Brasil abandonar os modelos tradicionais e buscar novos rumos,
No acanhado meio artístico paulistano, a exposição provocou comentários contra e a favor. No entanto um artigo da “Folha de São Paulo”, de autoria de Monteiro Lobato, que também era crítico de arte, ultrapassou dos limites da sua conhecida lucidez.
Leia, abaixo, fragmentos do artigo denominado “Paranóia ou Mistificação?”, de autoria de Monteiro Lobato, sobre a Exposição de Anita Malfatti:
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos, precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação.(...) Essas considerações são provocadas pela exposição da senhora. Malfatti onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia”.
A reação da elite paulistana, que confiava cegamente nas opiniões e gostos pessoais do autor de Urupês, é imediata: escândalo, quadros devolvidos, uma tentativa de agressão à pintora, a mostra é fechada antes do tempo.
O artigo demolidor e as suas conseqüências serviram para que os jovens "vanguardistas" brasileiros, até então dispersos, isolados em pequenos agrupamentos, se unissem em torno de um ideal comum: destruir as manifestações artísticas que remontavam ao século XIX, especificamente, no caso da literatura, o parnasianismo poético, medíocre e superado.
Neste sentido, a exposição de Anita Malfatti funciona como estopim de um movimento que explodiria na Semana de Arte Moderna de 1922."
Postado por: Cainã
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Galeria de imagens da semana da arte moderna de 1922
A Semana de Arte Moderna aconteceu durante apenas três dias, 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal em São Paulo. Cada dia da semana tinha um tema sendo: pintura e escultura, poesia e literatura, e música.
A Semana de Arte Moderna não foi totalmente bem-vinda na época, foi alvo de críticas devido seus temas seguirem as novas vanguardas (vanguarda vem do francês "avant-gard" que quer dizer, aquilo que está à frente) estéticas e uma linguagem sem regra que assustavam a todos.
Di Cavalcante, Capa da revista Fon-Fon "Colombina"
"Abaporu" A obra mais conhecida de Tarsila foi vendida em um leilão para o argentino Eduardo Constantini por 1,5 milhões de dólores.
É considerada a pintura mais cara feita por um artista brasileiro
Tarsila do Amaral "Auto-retrato"
Vicente do Rego "Vendedor de Frutas"
Anita Malfatti "Tropical"
Heitor Villa-Lobos
Di Cavalcanti "Cinco Moças de Guaratinguetá"
Tarsila do Amaral "Operários"
Tarsila do Amaral "Antropofagia"
Victor Brecheret "A luta dos índios Kalapalos"
Victor Brecheret ,"Monumento às Bandeiras"
Victor Brecheret ,"Graça"
Da esquerda para a direita: Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios Seelinger
Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.
Anita Malfatti, "A Boba"
Anita Malfatti ,"O Japonês"
Di Cavalcante, "Murais"
Postado por: Carol
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Semana da Arte Moderna - Vídeo
A Semana da Arte Moderna de 1922 foi evento que promoveu a exposição de música, dança, poesia e artes plásticas que inauguraram um novo movimento cultural no Brasil: o Modernismo. Ela representou uma verdadeira renovação da linguagem na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. Nela houve a repercussão de diversas obras e por isso foi considerada uma explosão artística.
O vídeo a seguir conta um pouco do que foi a Semana da Arte Moderna:
Postado por: Mirela
sábado, 11 de maio de 2013
Tema: Semana da arte moderna
Essa videoaula para o ENEM 2012 (Exame Nacional do Ensino Médio) desses dois professores (Literatura: Wagner Luís e História: Professor Hélder Carneiro) nos remete a uma reflexão sobre a Semana de Arte Moderna de 1922 que ocorreu no Brasil. Eles revelam que a data em discussão foi um marco do modernismo aqui no país que afetou a nossa cultura.
A Semana de 22, que aconteceu na cidade de São Paulo (metrópole brasileira da época) obteve grande rejeição, pois sua missão estava ligada a superação de valores do século XIX ainda em alta.
Durante a explicação os professores buscam contextualizar essa data especial com a evolução da sociedade brasileira, as reivindicações dos trabalhadores e o importante centenário da Independência política de nosso país.
Resumindo, os dias 12, 15 e 17 de fevereiro em 1922 foram um importante marco onde grandes nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida e entre outros buscaram após contato com as vanguardas européias trazer novas ideologias que fizessem a população buscar a vivência do novo e do desconhecido até então.
Postado por: Guilherme
A Semana de 22, que aconteceu na cidade de São Paulo (metrópole brasileira da época) obteve grande rejeição, pois sua missão estava ligada a superação de valores do século XIX ainda em alta.
Durante a explicação os professores buscam contextualizar essa data especial com a evolução da sociedade brasileira, as reivindicações dos trabalhadores e o importante centenário da Independência política de nosso país.
Resumindo, os dias 12, 15 e 17 de fevereiro em 1922 foram um importante marco onde grandes nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida e entre outros buscaram após contato com as vanguardas européias trazer novas ideologias que fizessem a população buscar a vivência do novo e do desconhecido até então.
Postado por: Guilherme
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