domingo, 19 de maio de 2013

Artistas da Semana de Arte Moderna de 1922


  A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, teve como principal propósito renovar e transformar o contexto artístico e cultural urbano. A semana, como toda inovação não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas que ainda eram influenciados pelas formas estéticas européias mais conservadoras. 
  Esse período foi considerado uma explosão de ideias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão e procuravam instaurar vanguardas brasileiras. 
  Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. 
  Participaram da Semana nomes consagrados como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado,Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos,Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros. 




A imagem apresenta alguns dos artistas da Semana de Arte Moderna, como, Mario de Andrade, Anita Malfati e Zina Aita.


Postado por: Natalia

Anita Malfatti

   Anita foi a precursora do movimento conhecido como semana da arte moderna, mostrando sua arte totalmente diferente do que era aceito naquela época, abrindo caminho para mais artistas expressarem seus respectivos trabalhos.
Porem antes de acontecer Anita foi criticada por Monteiro Lobato, como está no artigo abaixo por sua irreverência:

"A CRÍTICA DEMOLIDORA DE MONTEIRO LOBATO
Recém chegada da Europa e dos Estados Unidos, onde foi estudar pintura, Anita Malfatti, resolveu, com o apoio dos amigos, organizar a sua exposição de pintura moderna nos meses de dezembro de 1917 e janeiro de 1918. Ela e um grupo de vanguardistas de São Paulo acreditavam que havia chegado a hora da arte no Brasil abandonar os modelos tradicionais e buscar novos rumos,
No acanhado meio artístico paulistano, a exposição provocou comentários contra e a favor. No entanto um artigo da “Folha de São Paulo”, de autoria de Monteiro Lobato, que também era crítico de arte, ultrapassou dos limites da sua conhecida lucidez.
Leia, abaixo, fragmentos do artigo denominado “Paranóia ou Mistificação?”, de autoria de Monteiro Lobato, sobre a Exposição de Anita Malfatti:
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos, precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação.(...) Essas considerações são provocadas pela exposição da senhora. Malfatti onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia”.
A reação da elite paulistana, que confiava cegamente nas opiniões e gostos pessoais do autor de Urupês, é imediata: escândalo, quadros devolvidos, uma tentativa de agressão à pintora, a mostra é fechada antes do tempo.
O artigo demolidor e as suas conseqüências serviram para que os jovens "vanguardistas" brasileiros, até então dispersos, isolados em pequenos agrupamentos, se unissem em torno de um ideal comum: destruir as manifestações artísticas que remontavam ao século XIX, especificamente, no caso da literatura, o parnasianismo poético, medíocre e superado.
Neste sentido, a exposição de Anita Malfatti funciona como estopim de um movimento que explodiria na Semana de Arte Moderna de 1922."

Postado por: Cainã

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Galeria de imagens da semana da arte moderna de 1922

A Semana de Arte Moderna aconteceu durante apenas três dias, 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal em São Paulo. Cada dia da semana tinha um tema sendo: pintura e escultura, poesia e literatura, e música.


A Semana de Arte Moderna não foi totalmente bem-vinda na época, foi alvo de críticas devido seus temas seguirem as novas vanguardas (vanguarda vem do francês "avant-gard" que quer dizer, aquilo que está à frente) estéticas e uma linguagem sem regra que assustavam a todos.


Di Cavalcante, Capa da revista Fon-Fon "Colombina"

"Abaporu" A obra mais conhecida de Tarsila foi vendida em um leilão para o argentino Eduardo Constantini por 1,5 milhões de dólores. 
É considerada a pintura mais cara feita por um artista brasileiro

Tarsila do Amaral "Auto-retrato"

Vicente do Rego "Vendedor de Frutas"

Anita Malfatti "Tropical"

Heitor Villa-Lobos

Di Cavalcanti "Cinco Moças de Guaratinguetá"

Tarsila do Amaral "Operários"







Tarsila do Amaral "Antropofagia"

Victor Brecheret "A luta dos índios Kalapalos"

Victor Brecheret ,"Monumento às Bandeiras"

Victor Brecheret ,"Graça"

Da esquerda para a direita: Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios Seelinger

Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.

Anita Malfatti, "A Boba"

Anita Malfatti ,"O Japonês"

Di Cavalcante, "Murais"

Postado por: Carol

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Semana da Arte Moderna - Vídeo


   A Semana da Arte Moderna de 1922 foi evento que promoveu a exposição de música, dança, poesia e artes plásticas que inauguraram um novo movimento cultural no Brasil: o Modernismo. Ela representou uma verdadeira renovação da linguagem na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. Nela houve a repercussão de diversas obras e por isso foi considerada uma explosão artística.
   O vídeo a seguir conta um pouco do que foi a Semana da Arte Moderna:


Postado por: Mirela

TOTALITARISMO DE HITLER


Adolf Hitler foi um líder político alemão, foi o responsável por um dos maiores genocídios da História, liderou a 2.ª Guerra Mundial entre 1939-1945 e também o extermínio de cerca de seis milhões de judeus. Ele ficou conhecido por seus discursos dirigidos a multidões.

Hitler considerava que a propaganda sempre deveria ser popular, ou seja, dirigida as grandes massas.

Frases de Adolf Hitler:

“Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir.”
“Só lutamos por aquilo que amamos, só amamos aquilo que respeitamos e só respeitamos aquilo que conhecemos.”




Abaixo link do discurso de Hitler para uma platéia de 20000 jovens:


Postado por Natalia





quarta-feira, 15 de maio de 2013

BELLE ÉPOQUE



Ambientada no Rio de Janeiro do início do século 20, a novela “Lado a lado”, da Rede Globo, tem como cenário um Brasil de transição. É nesse contexto de tensões e de contrastes entre república e império, rico e pobre, negro e branco, homem e mulher que se passava a novela.

O período de 1890 a 1914 é conhecido como Belle Époque (Bela Época); e, apesar de ter se originado na França, se refletiu também no Brasil, que era então fortemente influenciado pela cultura européia, sobretudo a francesa e a inglesa. A Belle Époque foi caracterizada pela ostentação do luxo e da riqueza das classes mais altas, que procuravam exibir sua superioridade através de seu vestuário e de seus hábitos de luxo, em oposição à classe trabalhadora, formada em sua maioria por negros alforriados ou libertos após a Lei Áurea que, em 1888, extinguiu a escravidão no Brasil.

Em uma das cenas, a fala da personagem Constância (Patrícia Pillar), dá o tom dessa ruptura entre um país essencialmente patriarcal e escravista e uma nação que se pretende moderna e republicana: “Podemos ter virado república, mas nossos hábitos ainda são imperiais”.
 

Postado por Natalia


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bélle Époque- Moda



A Belle Époque caracterizou-se como uma época de exuberância. Esse período foi considerado um movimento de expansão e progresso, as roupas foram sendo descobertas (traje de banho-praia). As mulheres se inspiravam em revistas para fazer seus penteados, maquiagens e montar as roupas.

O período foi considerado um momento de evidenciar a beleza. A moda feminina nesse tempo recebeu modificações com características específicas de acordo com as mudanças que ocorriam na sociedade.

O exagero e a ostentação reinavam e eram representadas pelo volume excessivo, pelas penas, rendas e pérolas, além de babados, plissados, bordados, lantejoulas, rufos e outros ornamentos nos trajes femininos.

Um novo estilo de vida era trazido com roupas mais “modernas”, assim o cotidiano também seguia os mesmos padrões da evolução.